用葡萄牙语讲述历史7(3)

网络资源 Freekaoyan.com/2008-04-17

   Francisco Pedro Vinagre estabeleceu, de imediato, medidas capazes de fortalecer o seu dispositivo, aumentou o número de guardas permanentes para três companhias e designou elementos de confiança para o comando da força. Tomou logo providências para que as tropas fossem pagas e para que os cabanos fossem desarmados. A 16 de março deu conhecimento à Regência sobre os acontecimentos em Belém.

A guarnição da Marinha manteve-se em expectativa, já que Vinagre inspirava sérias preocupações. A oficialidade da Armada dirigiu-se ao Presidente do Maranhão, dando ciência da evolução dos acontecimentos no Pará.

Vinagre tentou com insistência desarmar os navios de guerra, mas foi sempre repelido pelos oficiais, que aguardavam em seus postos as providências dos escalões superiores para o restabelecimento da ordem pública.

A solicitação dos oficiais ecoou de forma positiva no Maranhão. O Presidente da Província organizou uma expedição naval sob o comando do Capitão-Tenente Pedro da Cunha, que partiu a 12 de abril para Belém. Ela foi calorosamente recebida e o seu comandante logo conseguiu o adequado aparelhamento de todos os vasos de guerra.

Tentativas de Pedro da Cunha para pacificar a Província.

Chegando ao Pará, Pedro da Cunha iniciou gestões junto ao chefe cabano para a pacificação da Província e a reimplantação da lei e da ordem. Por reconhecer, talvez, a inferioridade e inadequação das forças para uma ação imediata, procurou entender-se com os rebeldes através de correspondência, por vezes cortês, por vezes amarga. Com o passar do tempo, Francisco Pedro Vinagre verificou que os que o cercavam não estavam dispostos a entregar o governo ao substituto legal, o deputado mais votado, Dr. Ângelo Custódio Correia. Se de um lado o Presidente cabano desejava assegurar a defesa de Belém, de outro o Capitão Pedro da Cunha buscava o apoio da população, que começou a procurar refúgio nos navios de guerra. Foram para lá até mesmo oficiais da Força Terrestre.

Contando com o apoio da Esquadra, de um pequeno número de elementos do Exército, dos guardas nacionais e de muitos civis, o Dr. Ângelo Custódio tentou o desembarque para tomar a capital. O Tenente-Coronel João Henrique de Matos foi designado para a missão mas foi contrário à sua execução, depois de verificar os meios em pessoal e em material com que poderia contar. Foi então convocado um conselho de guerra, que resolveu indicar o Major João Roberto Aires Carneiro para comandar a operação, no dia 12. Carneiro não obteve sucesso. A tropa foi repelida com grandes perdas em pessoal e material, além de sérias avarias nos navios.

Vitória efêmera das forças legais.

Os acontecimentos no Pará ressoaram na capital do Império e o Ministro da Guerra José Félix Pereira Pinto Burgos foi criticado no Parlamento por causa da situação das forças terrestres na área. Na verdade as dificuldades eram de grande monta. Impunha-se reorganizar e reequipar o Exército de forma a obter disciplina e eficiência, tornando-o apto a manter a ordem interna e a integridade nacional.

As autoridades tinham problemas em toda parte e pareciam relegar a segundo plano o caso da longínqua Província que dia a dia mergulhava mais fundo no caos, levada de um lado pela falta de visão dos governantes centrais e de outro pelas ambições políticas locais.

O Marechal Manuel Jorge Rodrigues foi nomeado Presidente da Província e Comandante das Armas a 10 de abril de 1835. Embarcou a bordo da fragata Campista, comandada pelo Chefe-de-Divisão John Taylor, incumbido de chefiar as forças navais; levava um contingente de 50 homens com material bélico. As novas autoridades chegaram a Belém em 9 de junho e grande número de pessoas, inclusive cabanos, apressou-se em cumprimentá-los a bordo. Vinagre, premido pelas circunstâncias, manifestou o interesse de transmitir o cargo, alegando retê-lo a contragosto. Realmente parecia disposto a renunciar, apesar da resistência dos que o cercavam, temerosos de represálias do Presidente, que era português de nascimento.

Finalmente a 25 de junho, após várias conferências, o Presidente recebeu o governo e a cidade entrou em festa. De imediato foram tomadas providências para a pacificação. Substituíram-se as tropas cabanas por forças legais nas diversas unidades.

A situação dos corpos de tropa era precária. A munição e o armamento em poder dos cabanos não foram restituídos, conforme havia sido combinado, mas sim levados clandestinamente para o interior. O armamento devolvido, em pequena quantidade, estava imprestável e a munição era muito reduzida. As forças legais dispunham de 500 a mil homens, incluindo a força naval, computados os 17 soldados do 5º Corpo de Artilharia, os 45 do 4º BC e os 18 do 5º BC, incorporados na substituição de governo. Os cabanos ficaram com aproximadamente 3 mil armas, inclusive canhões. A fim de atender às necessidades urgentes de segurança criou-se um corpo de voluntários, que foi denominado Voluntários de D. Pedro II.

Retomada de Belém.

As tentativas do Presidente de levar ordem aos cabanos e integrá-los à família provincial não lograram êxito. Antônio Vinagre, à frente de numeroso grupo de cabanos, tomou o rumo do sertão; possuíam armas e munições. Concebeu o plano de invadir o município de Vigia e o executou de surpresa, sacrificando muitos inocentes. Os vereadores e outros principais do município refugiaram-se no Trem de Guerra (depósito). Senhor da situação, Antônio Vinagre exigiu a rendição, que aceitaram mediante promessa de respeito às suas vidas. Tão logo puseram-se fora do refúgio, uma descarga dos cabanos os liquidou. O sacrifício dos inocentes revoltou a opinião pública e o governo ordenou a prisão de Francisco Pedro Vinagre e de outros chefes cabanos que permaneciam despreocupados na capital. As severas medidas irritaram os rebelados, e os chefes que escaparam às medidas punitivas - Antônio Vinagre, Eduardo Nogueira (Angelim), e Geraldo Nogueira, irmão de Angelim e conhecido como Gavião graças a seu temperamento feroz, temido até pelos próprios cabanos - determinaram represálias e a retomada de Belém.

Novamente a cidade transformou-se em praça de guerra. Os poucos recursos disponíveis impediram uma ação ofensiva capaz de exterminar os grupos sediciosos e operar em conjunto com a força naval, no interior da Província.

No início de agosto de 1835, Antônio Vinagre intimou o Marechal Manuel Jorge Rodrigues a libertar seu irmão e os demais cabanos, sob pena de invadir a cidade com 3 mil homens. A 14 de agosto a promessa foi cumprida. Os cabanos organizaram-se em três colunas e dirigiram-se à capital. No fim do primeiro dia de combate, os rebeldes tomaram parte da cidade, tendo morrido Antônio Vinagre. Destacou-se na luta o Capitão Joaquim Rodrigues de Andrade, que defendeu com bravura o Arsenal de Guerra. A 22 de agosto, a situação estava insustentável devido às perdas sofridas pelas forças legais que estavam praticamente sitiadas. Um conselho de guerra apresentou a sugestão de que o Presidente devia retirar-se com a tropa e com alguns civis para bordo da Esquadra. Após relutar, o Marechal acabou concordando e, na madrugada do dia seguinte, realizou-se a operação, com sucesso. O governo estabeleceu-se na ilha de Tatuoca, iniciando-se o bloqueio dos portos.

Eduardo Nogueira, o Angelim, de apenas 21 anos, a 26 de agosto foi aclamado terceiro Presidente cabano e começou desde logo a enfrentar sérias dificuldades para manter a disciplina: campeava a desordem e os saques eram freqüentes. Em setembro, o governo central tomou várias providências para facilitar a ação das autoridades civis e militares da Província. As tropas foram reorganizadas e começaram a intranqüilizar os cabanos que enfrentavam dias difíceis devido à incapacidade dos chefes, ao bloqueio naval e aos graves desentendimentos dentro de seus quadros.


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    本站小编 Free壹佰分学习网 2022-09-19